Benefício para os Educadores:
“... o professor
expositor é um transmissor de informações e o professor que trabalha
com jogos, transforma as informações em conhecimento, sendo um
“personal trainer” de inteligências, habilidades e competências...”
Celso Antunes
Falar hoje em educação é muito mais que
instrumentalizar o educando. Hoje educar encontra-se em um novo patamar,
cujo âmago é o desenvolvimento e a realização integral da pessoa e
do cidadão. Este conceito sustenta-se em quatro pilares, todos eles,
sintomaticamente, baseados mais no aprendiz do que no educador ou no
sistema de educação, os quais se referem aos eixos fundamentais para o
desenvolvimento da pessoa que em tempos modernos exigem: aprender a
conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos/aprender a viver com
os outros, aprender a ser. Para isso o educador precisa estar capacitado
e cuidando de seu próprio desenvolvimento.
Neste sentido a Revista Jogos Cooperativos traz
teoria e prática da Cultura da Cooperação em um único veículo,
proporcionando ao educador ampliar seus conhecimentos e reflexões
acerca dos modelos existentes e de novas possibilidades mais vantajosas
para todos. Como diz Celso Antunes: “O professor é o único no
mundo que tem a argila com a qual se moldará o amanhã!” e por
isso precisa refletir sobre as ferramentas e crenças
que balizam suas ações, verificando melhores caminhos no
processo do “educar”. A Revista Jogos Cooperativos, é um importante
instrumento de educação informal, que traz em seu conteúdo
ferramentas, técnicas, e experiências para ajudar o educador, seja ele
de matemática, ciências, história, português, educação física,
enfim qualquer disciplina, a exercitar uma nova abordagem em suas aulas,
permeando-as com Valores Positivos, inclusão e a Cultura da Paz.
Benefício para os Educandos:
Atualmente a escola, muitas vezes sem perceber,
tem reforçado a competição, o ser o melhor, o foco no resultado e não
no processo e na qualidade, a derrota do oponente ao invés da melhora
da performance. Assim, reforçam nas crianças e jovens, atitudes e
posturas competitivas, as quais eles vão reproduzir durante toda a
vida, através de rivalidade, exploração impiedosa de seus
semelhantes, pouca ou nenhuma solidariedade, exclusão, violência,
destruição ambiental, etc...e quando educarem seus filhos são esses
os valores que vão transmitir.
O aprendizado através da vivência e do jogo,
é muito mais efetivo e duradouro, pois as crianças passam a participar
ativamente do processo da construção do conhecimento.
Quando a competição está presente no processo
de aprendizagem, percebe-se a diminuição da auto-estima e o aumento do
medo de falhar, reduzindo a expressão de capacidades e o
desenvolvimento da criança. A competição promove a comparação entre
as pessoas e acaba por favorecer a exclusão baseada em poucos critérios.
Um ambiente competitivo aumenta a tensão e a frustração e pode
desencadear comportamentos agressivos.
Quando as Vivências e os Jogos utilizados são
Cooperativos, o processo de aprendizagem é potencializado, pois não
existindo o temor da exclusão, corpo e mente, ficam livres da tensão
gerada pela competição, dedicando-se integralmente ao processo
criativo e a participação ativa no aprendizado.
Com relação ao desempenho acadêmico, uma série
de estudos demonstra que crianças de várias classes sócio-econômicas
têm maior sucesso em áreas como matemática, desenvolvimento
vocacional e leitura quando estão trabalhando juntos com seus colegas
sob uma estrutura de objetivos cooperativos em vez de individualistas ou
competitivos.
A conseqüência desta participação apresenta
seus reflexos na significativa queda do índice de violência entre os
educandos e na relação educando-educador.
Outros indicadores tem sido utilizados, como
redução da evasão escolar, absenteísmo e melhora do aprendizado e do
rendimento escolar. A UNESCO e o Ministério da Educação tem
reconhecido o esforço das escolas dedicadas a disseminação da Cultura
da Paz, através do programa “Escolas inovadoras: experiências bem
sucedidas em escolas públicas”.
Os Jogos Cooperativos, ao promoverem um tipo de
relação com o outro baseado não na competição, mas antes na
capacidade de Cooperar, poderão constituir um valioso instrumento na
formação do cidadão. Em lugar de um modelo de atuação em que o
indivíduo está em competição com o mundo, os Jogos Cooperativos
ajudam a desenvolver uma relação com o exterior, baseada no respeito e
no agir com o outro em prol de um objetivo coletivo.
Benefício para a Comunidade:
A ONU estima que até 2030 o número de
favelados no mundo irá dobrar. Isto quer dizer hoje, um sexto da população
do mundo, ou seja, um bilhão de pessoas já vivem em favelas. Daqui a
vinte e seis anos, serão cerca de dois bilhões e meio de
marginalizados e excluídos. Expressando em números temos:
2.500.000.000 de pessoas.
Será que nossos filhos terão uma boa vida
neste cenário?
O que vem gerando este volume de pessoas a
margem da sociedade, é o processo de exclusão resultante da acumulação
de capital, fruto da lógica do jogo Competitivo, que tem o Ganha-Perde
como matriz de operação. Isto quer dizer que neste processo, para que
um lado ganhe, o outro precisa necessariamente perder.
Temos ensinado nossas crianças a reproduzirem
este modelo quando chegarem a fase adulta, através de jogos infantis e
atividades que geram poucos vencedores e muitos vencidos; e quando elas
não querem mais jogar, dizemos que precisam “aprender a perder”.
Mas a quem serve aprender a perder? Aos
vencedores ou aos vencidos?
Naturalmente aos vencedores.
Segundo relatório da PEA e PNPU, a apropriação
de renda no Brasil pelos 10% mais ricos chega a 48% do total de riquezas
do país.
Do um bilhão de favelados do mundo, 14% estão
na América latina, ou seja, 140 milhões de pessoas, e o Brasil lidera
este jogo da miséria, pois a maior parte deles também são
brasileiros.
A Pedagogia da Cooperação e os Jogos
Cooperativos trazem uma nova forma das pessoas se posicionarem no mundo:
lado a lado, buscando juntas soluções para problemas comuns; jogando
juntas para superarem desafios que beneficiem ambos os lados.
A Revista Jogos Cooperativos é uma iniciativa,
dirigida a pessoas que acreditam que é possível sim transformar o
mundo a partir de conceitos simples; que é possível sim, sensibilizar
um significativo contingente de pessoas para a Cultura da Paz, para que
possamos deixar para nossos filhos e netos um país e um mundo um pouco
melhor do que encontramos.
Dados de pesquisas comportamentais demonstram
que quando uma pessoa muda seu comportamento, cinco pessoas a sua volta
também mudam. Isto quer dizer que 30 mil podem influenciar
positivamente 150 mil pessoas e assim por diante.
queremos sonhar com um país mais justo;
- queremos sonhar com menos fome;
- queremos sonhar com a Cooperação fazendo
parte da forma de pensar de nossas crianças;
- queremos sonhar com a resolução de conflitos
através do diálogo;
- queremos sonhar com passeios nas frescas
noites da primavera por ruas seguras;
Temos muito porque e para que sonhar.
Mais do que sonhar, sabemos que juntos podemos
fazer esta diferença e esta transformação.
Veja a OPINIÃO
de quem conhece e confia em nosso trabalho.
Contato:
REVISTA@JOGOSCOOPERATIVOS.COM.BR