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Nesta seção estão disponibilizados alguns dos Jogos contidos nas edições da Revista Jogos Cooperativos. Para ter todos os Jogos, e muito mais,

                                             

 

BASQUETINHO
Edição 1 de Agosto de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 11

AMIGOS DE JÓ
Edição 1 de Agosto de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 12

DOMINÓ TODOS NÓS
Edição 1 de Agosto de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 13

Estamos todos no mesmo saco
Edição 2 de Setembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 11

NA PAREDE
Edição 2 de Setembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 12

TROCA DE PALAVRAS
Edição 2 de Setembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 13

KARA-PINTADA
Edição 3 de Outubro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 13

TRAVESSIA
Edição 3 de Outubro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 14

TARTARUGA GIGANTE
Edição 3 de Outubro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 1
5

CESTA DE FRUTAS
Edição 4 de Novembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 1
1

ENCRACHANDO
Edição 5 de Dezembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 1
1

VAI E VEM
Edição 5 de Dezembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 1
2

LIMPAR O LAGO
Edição
6 de Janeiro de 2002 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 
11

PRESENTE SURPRESA
Edição 7 de Fevereiro de 2002 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 1
2

CAMPO MINADO
Edição 8 de Março de 2002 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 11

DOMINÓ COOPERATIVO
Edição 9/10 de Abril/Maio de 2002 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 20

QUEIMADA MALUCA
Edição 9/10 de Abril/Maio de 2002 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 21

SENTAR EM GRUPO
Edição 11/12 de Junho/Julho de 2002 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 21

JOGO DA MACACADA
Edição 11/12 de Junho/Julho de 2002 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 21

VOLEIBOL DIVERTIDO
Edição 1 II de Agosto/Setembro de 2002 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 19

BUZZ/FIZZ
Edição 1 II de Agosto/Setembro de 2002 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 19

ESCRAVOS DE JÓ DIFERENTE
Edição 2 II de Outubro/Novembro de 2002 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 22

JOGO DA BÚSSOLA
Edição 2 II de Outubro/Novembro

SEGUINDO O CHEFE
Edição 3 II de 2003 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 21

PUNHO FECHADO
Edição 3 II de 2003 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 22

CADEIRA LIVRE
Edição 4 II de 2003 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 20

 

 

 

 

 

 

 

                   

BASQUETINHO
Edição 1 de Agosto de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 11

Apresentado por Guilhermo Brown no Curso de Jogos Cooperativos realizado no I Festival de Jogos Cooperativos - SESC Taubaté - 1999

Objetivo do Jogo:

Fazer o maior número possível de pontos em um determinado tempo através da conversão de cestas

Propósito:

Compartilhar de um objetivo comum, oferecendo oportunidade para a construção de estratégias para alcançá-lo. Este jogo permite encaminhar reflexões, procurando resgatar Valores Humanos como:

União do grupo em torno de um objetivo comum;

Respeito pela dignidade das duas funções (arremessadores e recolhedores) no todo do grupo;

Comunicação para delineamento de estratégias;

Flexibilidade e Abertura nas discussões;

Criatividade para a construção de estratégias satisfatórias;

Disponibilidade e Coragem para vencer desafios e ir além do imaginado;

Honestidade e Ética no cumprimento das regras.

Recursos:

espaço físico de ao menos 7x7m

4 ou 5 cestas de diâmetros e alturas diferentes (caixas de papelão, cestos de lixo, baldes, etc)

90 bolas (pingue-pongue, frescobol, plástico)

fita crepe, giz ou algo para demarcar o espaço do jogo

flip chart, quadro branco, lousa ou chão para marcar os pontos.

Número de Participantes:

Fazer o maior número possível de pontos em um determinado tempo através da conversão de cestas O jogos aqui está estruturado para 30 pessoas, mas quanto mais pessoas, mais divertido.

Duração:

Entre a explicação e a realização do jogo, cerca de 25 minutos. O momento da reflexão fica atrelada ao público e ao propósito do jogo. Pode ser desde um comentário de 10 minutos até uma discussão de 30 minutos sobre questões como trabalho em grupo, estratégias, lideranças, cooperação, etc.

Descrição:

Demarcar um quadrado de cerca de 7x7m onde as cestas serão distribuídas. As cestas corresponderão a pontos de acordo com o grau de dificuldade de acerto (por exemplo cestas mais difíceis de se acertar valem 200 pontos, 50 para as intermediárias e 10pontos para as fáceis).

Na parte interna das linhas não é permitido entrar para fazer cestas nem para recolher as bolas.

Os participantes, dividem-se em arremessadores, de um lado, e recolhedores de bolas, do outro. Iniciado o jogo, os arremessadores lançam as bolas em direção às cestas, enquanto os recolhedores apanham as bolas que não entraram nas cestas e as devolvem aos arremessadores. Recolhedores n ão podem fazer cesta. Ao final do tempo de jogo são contados os pontos marcados pelo grupo.

O tempo de jogo é de 1 minuto, podendo ser jogado em 2 tempos, ou quantos mais interessar ao focalizador e aos jogadores. No intervalo dos tempos pode haver troca de funções entre arremessadores e recolhedores.

Dicas:

Este jogo é bem divertido e motiva bastante de crianças a maior-idade. Pode estar presente em uma aula de Educação Física, treinamento de gestão de pessoas ou festa de aniversário.

O tempo, espaço, número e tipo de bolas, os pontos, objetivo específico, número de participantes podem variar de acordo com o público do jogo.

O focalizador pode deixar os jogadores organizarem-se e aproveitar isto como forma de reflexão sobre como o grupo está se relacionando. Este jogo pode ser usado como introdução à discussão sobre trabalho em grupo, assim como pode ser usado para aprofundar e aprimorar o relacionamento das pessoas.

O focalizador deve estar atento às manifestações dos participantes para poder encaminhar as discussões e aproveitar os acontecimentos como ganchos de reflexão.

O objetivo é melhorar a pontuação a cada tempo de jogo. Caso isto não aconteça, o focalizador deve ter o cuidado de auxiliar o grupo a entender a razão da queda no desempenho procurando motivar os participantes a reorganizarem-se para uma próxima tentativa. Ao invés de desmotivar, esse resultado pode ser rico para uma reflexão.

 

Que tal tentarmos acertar umas cestas? Lá vai a primeira bola...

Viva!!! acertamos! 50 pontos!

Patrícia Maria Pedote

COOPERANDO
Instituto para a Cooperação
Fone: (11) 5077-1780
e-mail: cooperando@cooperando.com.br

 

 

                   

AMIGOS DE JÓ
Edição 1 de Agosto de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 12

criado por Patrícia Maria Pedote
e Kátia M. Alves Barata

(para o I Festival de Jogos Cooperativos - 1999)

Objetivo do Jogo:

Cantando a música "Amigos de Jó", todo o grupo tem que deslocar-se na cadência e realizar os movimentos propostos formando uma espécie de balé brincalhão.

Propósito:

O propósito é fazer do jogo-dança um momento de união do grupo e proporcionar um espaço de adequação do ritmo grupal. Podem ser trabalhados Valores Humanos como:

Alegria e Entusiasmo pela brincadeira do grupo (diversão entre erros e acertos);

Harmonia na busca do ritmo grupal;

Parceria e Respeito para caminhar junto
com o outro.

Recursos:

espaço físico mínimo de 35 m2

círculos no chão (bambolês, círculos desenhados de giz ou barbantes) em número igual ao de participantes dispostos em um grande círculo.

Número de Participantes:

Pode ser jogado com um mínimo de 16 pessoas até quantos o espaço permitir.

Duração:

Grupos pequenos jogam em cerca de 15 minutos; grupos maiores precisam de mais tempo para administrar a adequação rítmica.

Descrição:

Cada participante ocupa um bambolê ou círculo desenhado no chão.

A música tradicional dos "Escravos de Jó" é cantada com algumas modificações:

"aMigos de Jó joGavam caxanGá. Tira, Põe,
Deixa Ficar, fesTeiros com fesTeiros
fazem Zigue, Zigue, Zá (2x)"

O grupo vai fazendo uma coreografia ao mesmo tempo em que canta a música. A cadência das passadas é marcada pelas letras maiúsculas na música.

"aMigos de Jó joGavam caxanGá." : são 4 passos simples em que cada um vai pulando nos círculos que estão à sua frente.

"Tira": pula-se para o lado de fora do círculo

" Põe": volta-se para o círculo

"Deixa Ficar": permanece no círculo, agitando os braços erguidos "fesTeiros com fesTeiros": 2 passos para frente nos círculos "fazem Zigue, Zigue, Zá" : começando com o primeiro passo à frente, o segundo voltando e o terceiro novamente para frente.

Quando o grupo já estiver sincronizando o seu ritmo, o(a) focalizador(a) pode propor que os participantes joguem em pares. Neste caso, o número de círculos no chão deve ser igual à metade do número de participantes, as pessoas ocupam um círculo e ficam uma ao lado da outra com uma das mãos dadas. Além disso, quando o grupo cantar "Tira..." o par pula para fora do círculo, um para cada lado e sem soltar as mãos.

E por que não propor que se jogue em trios e quartetos??

Dicas:

Este jogo-dança é uma gostosa brincadeira que exige uma certa concentração do grupo para perceber qual é o ritmo a ser adotado. É prudente começar mais devagar e se o grupo for respondendo bem ao desafio, sugerir o aumento da velocidade.

O respeito ao parceiro do lado e a atenção para não machucar os pés alheios são toques interessantes que a pessoa que focaliza o jogo pode dar.

Quando o grupo não está conseguindo estabelecer um ritmo grupal, o(a) focalizador(a) pode oferecer espaço para que as pessoas percebam onde está a dificuldade e proponham soluções. Da mesma forma, quando o desafio já tenha sido superado e o grupo queira continuar jogando, há espaço para criar novas formas de deslocamento e também há abertura para outras coreografias nesta ou em outras cantigas do domínio popular.

Vale dizer que o pessoal ri muito, que é um jogo legal para descontrair, para festinhas de criança e festonas de adultos, aulas na escola, treinamentos de gestão de pessoas buscando o ritmo de trabalho do grupo. O jogo pode acompanhar reflexão sobre temas de interesse específico ou simplesmente ser jogado pelo prazer de jogar-dançar.

 

Patrícia Maria Pedote e

Kátia Maria Alves Barata

COOPERANDO
Instituto para a Cooperação
Fone: (11) 5077-1780
e-mail: cooperando@cooperando.com.br

 

 

                   

DOMINÓ TODOS NÓS

Adaptado de jogo descrito por Jim Decove em seu livro Coop Games Manual (Ed. Family Pastimes, 1980)

Objetivo do Jogo:

Todos os jogadores são um time tentando fazer com que o menor número de peças não jogadas reste ao final do jogo.

Propósito:

O propósito é desenvolver a noção da influência das ações individuais no todo. Os jogadores terão que pensar bem para fazer jogadas que ajudem o jogador seguinte, visando o objetivo comum do jogo.

Alguns Valores Humanos podem ser trabalhados:

Responsabilidade para agir de maneira consciente de acordo com o objetivo do grupo;

Comunicação para delineamento de estratégias;

Liberdade para trabalhar o desapego de regras anteriores e oferecer espaço para a
Criatividade e Disponibilidade para o novo;

Parceria entre os jogadores para atingirem um objetivo comum.

Recursos:

Jogos de dominó

Papel e caneta para anotar

Número de Participantes:

O jogo pode ser jogado em duplas, trios, quartetos ou até oito jogadores divididos em 4 subgrupos de 2 pessoas para cada jogo de dominó. No total, este jogo pode ser jogado por tantas pessoas quantos forem os jogos de dominó.

Duração:

O jogo pode durar de 20 minutos até o interesse dos jogadores.

Descrição:

Divididas as peças de dominó entre os jogadores, eles colocam alternadamente as pedras no jogo unindo números ou figuras idênticos como no jogo tradicional.

O jogo termina no momento em que não há mais possibilidades de colocação de nenhuma peça de qualquer jogador. Anota-se quantas peças sobraram e inicia-se outro jogo com o desafio de que, na próxima vez, restem menos peças.

Dicas:

O jogo de dominó pode ser jogado só de uma forma?

NÃO!

Variações aumentam o desafio. Os jogadores podem jogar os dominós de modo que os lados das peças unidas somem os números 3, 5, ou múltiplos de 3 e 5. Ou então jogar de forma que somem 7. Por exemplo, se uma peça 4-2 inicia o jogo, o próximo jogador precisará de um 3 (para colocar ao lado do 4) ou de um 5 (para colocar ao lado do 2). Lados em branco das peças podem ser coringas correspondendo a qualquer número designado a eles.

Contando quantas restaram, é desafiador também jogar de novo e tentar terminar com menos peças.

A princípio, este é um jogo de diversão para todas as idades. Contudo, é possível colocá-lo como parte integrante de um trabalho voltado para o relacionamento em grupo e desenvolvimento de estratégias. Cabe refletir e discutir sobre estas questões durante o jogo e ou ao final de várias rodadas.

 

Patrícia Maria Pedote e

Kátia Maria Alves Barata

COOPERANDO
Instituto para a Cooperação
Fone: (11) 5077-1780
e-mail: cooperando@cooperando.com.br

 

 

                   

Estamos todos no mesmo saco
Edição 2 de Setembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 11

Criado por Roberto Gonçalves Martini e Claudia da Silva Miranda

Objetivo do Jogo:

Todos os participantes deverão percorrer um determinado caminho juntos dentro de um saco gigante.

Propósito:

Este jogo facilita a vivência de valores e o surgimento de questões bem interessantes como:

Desafio comum: percepção clara de interdependência na busca do sucesso.

Trabalho em equipe: a importância de equilibrarmos nossas ações e harmonizarmos o ritmo do grupo.

Comunicação: importância do diálogo na escolha da melhor estratégia para continuar jogando.

Respeito: pelas diferenças possíveis de encontrarmos em um grupo como: tipo físico, idade e diferença de opiniões.

Persistência: na afinação do grupo e na importância de manter o foco no objetivo.

Alegria: este também é um jogo para rir muito, a própria situação em que o jogo acontece já nos inspira à rir.

Recursos:

Um saco gigante, confeccionado com tecido utilizado para forro de biquínis e sungas, pode ser adquirido em lojas de venda de tecido por quilo.

Ele vem em formato tubular, então é só medir a altura do saco que você acha ideal, cortar, costurar e está pronto.

Número de Participantes:

O numero de participantes pode variar bastante, de 04 a aproximadamente 40 pessoas, é só abrir a lateral do saco e ir costurando em outros.

Duração:

Podemos estimar um tempo de 30 minutos entre explicação, vivência e reflexão. Este tempo pode ainda ser ampliado de acordo com os obstáculos criados pelo mediador.

Descrição:

Podemos iniciar o jogo (por exemplo com 40 pessoas) questionando se todo o grupo caberia dentro deste saco gigante. Após a constatação de que é possível todos entrarem podemos estipular um percurso a ser percorrido pelo grupo.

O grupo poderá a qualquer momento fazer um pedido de tempo para a escolha de novas estratégias.

Posteriormente podemos aumentar o desafio e o grau de dificuldade colocando novos obstáculos no caminho a ser percorrido.

O jogo termina quando os participantes atingem o objetivo.

Dicas:

Durante o jogo a comunicação no grupo é um fator fundamental para o sucesso. Caso seja necessário auxilie o grupo nesta tarefa.

Libere os pedidos de tempo a vontade, conversar neste jogo é muito importante.

Caso haja no grupo pessoas que por suas características físicas tenham dificuldade em jogar, fique atento a forma como o grupo resolve esta questão.

Para confecção do saco gigante peça ajuda a uma costureira profissional, isto vai ajudar bastante.

Que tal entrar neste saco gigante e ficar juntinho com todos os outros?

De boas risadas e aproveite bastante!

Roberto Gonçalves Martini e
Claudia da Silva Miranda

ALEGRIA – Lazer e Recreação.
Fone: (0XX13) 32222123

e-mail: alegria@cmg.com.br

 

                   

NA PAREDE
Edição 2 de Setembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 12

Adaptado do jogo descrito no livro "Cooperative Learning in Physical Education"- Grineski (1986, Ed. Human Kinetics).

Este é um jogo bastante ativo e que exige certa habilidade, mas que essencialmente requer muita cooperação.

Objetivo do Jogo:

Manter a bola em jogo e permanecer o mais próximo possível dos 21 pontos.

Recursos:

Uma bolinha de tênis ou de borracha pequena para cada grupo de 4 jogadores.

Um ambiente fechado ou ao ar livre que tenha paredes amplas. Na parede serão desenhados com giz ou marcados com fita crepe, retângulos com aproximadamente 1,20m de altura (partindo-se do chão) por 2m de largura.

Propósito:

Este jogo permite que os participantes interajam positivamente para construir o entrosamento de seus times e unir esforços para alcançar o desafio. Pode ser utilizado por professores de Educação Física e também por focalizadores que queiram desenvolver o relacionamento interpessoal de grupos de trabalho.Também promove o exercitar de valores humanos como:

Comunicação e flexibilidade: para compartilhar percepções com o time e juntos traçar estratégias.

Clareza com criatividade: para identificar os erros, estabelecer metas realistas e encontrar as melhores soluções para o time.

Paciência: para aceitar os erros e limitações dos colegas.

Número de Participantes:

Mínimo de quatro. O jogo é jogado em quartetos, tantos quanto o espaço nas paredes permitir.

Duração:

Cada rodada pode durar entre 2 e 5 minutos e por ser repetida por quantas vezes o grupo desejar.

Descrição:

Cada quarteto forma um time. Os jogadores devem estar numerados em 1, 2, 3 e 4 e devem rebater a bola com a mão de modo que ela bata na parede (dentro do retângulo marcado, que é a área de jogo), pingue uma vez no chão e volte para que o próximo jogador rebata. Os jogadores, pela ordem do seu número, revezam-se rebatendo a bola. O número 1 começa e depois o 2, o 3, o 4 e continua com o 1 repetindo a sequência.

O time começa com 21 pontos. A cada erro – se a bola rolar, não bater na parede, não bater na área de jogo, pingar duas ou mais vezes no chão antes de ser rebatida – perde-se um ponto. Também perde-se um ponto se a bola for rebatida fora da ordem. A rodada dura o tempo que for preestabelecido, ao final do qual verifica-se a pontuação de cada time.

Dicas:

Para aumentar o desafio dos times pode-se diminuir a área de jogo ou mesmo jogar com raquetes.

Para grupos que estiverem se iniciando no jogo, utilize bolas maiores (de borracha ou plástico) e diminua o seu tamanho quando os participantes já estiverem se coordenando bem.

Este jogo é bastante atraente para jovens e crianças a partir de 10 anos (para estas, utilizar área de jogo e bolas maiores).

Depois de uma primeira rodada sugira que os times estabeleçam qual será a meta da próxima rodada.

Dois minutos é o tempo mínimo para que uma rodada dure. Cinco minutos pode ser muito tempo de acordo com habilidade dos jogadores que podem terminar o jogo com uma pontuação negativa!

O focalizador deve estar atento para que o jogo não se torne uma competição entre os times. É natural que os jogadores queiram comparar os resultado, mas faça disto um momento de troca de dicas e estratégias. O desafio está em cada time tentar superar-se e não aos outros.

 

Katia Maria Alves Barata

COOPERANDO
Instituto para a Cooperação
Fone: (11) 5077-1780
e-mail: cooperando@cooperando.com.br

 

 

                   

TROCA DE PALAVRAS
Edição 2 de Setembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 13

Re-creação a partir do Jogo Cooperativo de Tabuleiro Juntos (Together) de Jim Deacove – Family Pastimes/Projeto Cooperação

Objetivo do Jogo:

Encontrar soluções para os problemas recebidos pelos grupos.

Propósito:

Pensar, juntos, sobre a importância de soluções viáveis para as questões ambientais e sociais, trabalhar os Valores Humanos e a cooperação intra e inter-grupal. Alguns Valores Humanos trabalhados:

Respeito para com a opinião do outro;

Comunicação para a resolução dos conflitos;

Flexibilidade e abertura para ouvir o outro e entendê-lo;

Não violência para que os conflitos possam ser resolvidos de maneira pacífica;

Ética para encontrar a solução melhor para o grupo e não só para si.

Recursos:

Tiras de papel e Canetas

Número de Participantes:

O jogo pode ser compartilhado em duplas, trios, quartetos ou quintetos. Não há um número mínimo de grupos, podendo ser re-creado conforme a necessidade.

Duração:

O jogo pode ter vinte minutos para a etapa dentro dos grupos e mais vinte para os relatos. Mas pode ser modificado de acordo com o interesse dos participantes.

Descrição:

As tiras de papel são previamente preparadas com palavras-solução de questão ambiental, por exemplo. Outras tiras com palavras-problema – poluição, desmatamento, miséria, entre outras. Os participantes são divididos em grupos e recebem as palavras problema. São distribuídas até que todas acabem. Em seguida os grupos recebem as palavras-solução, da mesma maneira. O objetivo é que cada grupo disponha as palavras problema em ordem de prioridade a serem solucionadas. Usarão, então, depois as palavras-solução. Em seguida o grupo escolherá um relator que comentará a experiência. Há possibilidade dos grupos trocarem palavras-solução para melhor adequação e resolução do problema.

Dicas: Este é um jogo de re-flexão que pode ter inúmeras variantes de acordo com o grupo. Para grupos em que haja conflitos, por exemplo, o facilitador pode dispor das palavras-problema de maneira que possam proporcionar a discussão destes conflitos e suas causas.

Outra possibilidade, em se tratando de um Jogo Cooperativo, é a troca de palavras ou mesmo de participantes que funcionarão como conciliadores, podendo experimentar uma outra situação. O importante é o exercício da discussão, da re-flexão e da co-operação para a solução de conflitos.

Fábio Luiz de Mello Martins
PROJETO COOPERAÇÃO
COMUNIDADE DE SERVIÇOS
FONE: 13 – 3222-21-23
e-mail: procoop@iron.com.br

 

 

                   

KARA-PINTADA
Edição 3 de Outubro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 13
Jogo criado por Paula Falcão

Objetivo do Jogo:

Através da visão de sua auto-imagem e posteriormente da imagem que os outros percebem de si mesmo, despertar no participante a consciência da diferença entre o seu eu ideal e o seu eu real.

Propósito:

Este jogo facilita o estabelecimento de corretas relações humanas através de:

Sensibilização para suas próprias motivações pessoais.

Integração do grupo através da revelação do eu ideal de cada um.

Autopercepção através da reflexão sobre as diferenças entre a sua pintura e a complementação do outro.

Relacionamento interpessoal através da comunicação não verbal.

Recursos:

música: Kitaro – Mandala.

Kits de pintura facial para crianças, um para cada 2 participantes.

1 espelho por participante.

Lenços umedecidos para limpeza do rosto.

Número de Participantes:

de 8 a 30

Duração:

30 minutos, com processamento.

Descrição:

Sentar os participantes em círculo, cada um com um espelho e o material de pintura à mão.

Este é um jogo de comunicação não verbal, portanto vamos manter silêncio, certo?

Sentem-se confortavelmente com as costas eretas e respirem profundamente por três vezes.

A cada vez que você respira, você vai ficando mais calmo, tranqüilo e relaxado.

Sinta a sua respiração e se sintonize com ela.

———— 30 s —————

Agora, imagine uma tela em branco na sua cabeça.

Nesta tela, vai passar uma reportagem. Esta reportagem vai ser sobre a maior felicidade que você já teve na vida. Lembre-se desse fato, e o veja passar como um filme na tela em sua cabeça.

———— 30 s —————

Agora, conforme o filme estiver passando, veja a sua própria face na tela.... Veja o que você expressa, como seus olhos irradiam felicidade, amor e paz. Veja o seu sorriso, a sua testa, seu queixo, suas bochechas. E veja que na sua face existe o melhor que você pode dar para o outro....

————30 s —————

Agora que você viu como a sua cara pode irradiar o que você tem de melhor para dar, você vai imaginar como seria pintar este melhor na sua cara. E quando estiver pronto, você vai abrir os olhos, levantar, e em silêncio fazer essa pintura na sua cara. Lembre-se de ficar em silêncio, concentre-se em si mesmo.

——— 5 min ————————

Agora, ainda em silencio, vamos deixar os espelhos e pinturas de lado, e vamos andar, mostrando nossa pintura e observando a dos outros.

————1 min ——————

Agora, escolha um par e em silêncio sentem-se uns em frente aos outros.

Olhe para a cara do seu par. O que ela pode lhe contar sobre ele? Como ele expressa essa felicidade? Ele expressa expansivamente? Ou timidamente? Ele mostra tudo, ou tenta esconder alguma coisa? Essa felicidade é pacífica ou agressiva?

——— 30 s ———————

Agora, olhe nos olhos de seu parceiro. O que mais esses olhos mostram, que a pintura não pode mostrar? Veja o diamante que está dentro desses olhos... O que você pode tirar de bom daí? Veja a alma maravilhosa que está na sua frente... E, conforme você perceba o que pode ser acrescentado na pintura para ficar melhor ainda, passe a completar a pintura na cara do seu parceiro. Vocês têm 5 minutos pra isso, podem fazer alternadamente, em 2,5 minutos cada um, ou os dois ao mesmo tempo, como preferirem. O importante é manter o silêncio...

——— 2,5 minutos —————

Já passou metade do tempo, se forem trocar, troquem agora

——— 2,5 minutos —————

Agora larguem as pinturas, peguem os espelhos e vejam como ficou a cara de cada um de vocês....

 

Vocês podem escolher limpar o rosto com os lenços umedecidos, ou ficar pintados mesmo, se tiverem gostado muito. Se forem limpar, limpem agora...

———1 minuto ——————

Agora, vocês tem 5 minutos para compartilhar com o seu parceiro o que sentiram

————2,5 minutos —————

Já passou metade do tempo, se apenas um falou, troquem agora

————2 minutos —————

Agora, vamos nos sentar em círculo e compartilhar no grupo grande...

Dicas:

É importante que os participantes tenham tempo para colocar tudo o que quiserem na pintura. Tanto na primeira quando na segunda fase, dê um tempinho mesmo que todos tenham terminado – alguém pode pintar mais alguma coisa.

Se o grupo não se sensibilizar o suficiente para viver a experiência em profundidade, explore a questão dos nossos mecanismos de defesa na partilha.

Paula Falcão

é consultora empresarial e educacional e professora do curso de pós-graduação em Jogos Cooperativos da UNIMONTE. Utiliza metodologias de enfoque sistêmico no desenvolvimento do ser humano: jogos cooperativos, pensamento lateral, meditação,
astrologia e sinergética.

 

 

                   

TRAVESSIA
Edição 3 de Outubro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 14

Propósito:

Como a vida é um mar de rosas, margaridas, violetas e outras mais e se, estamos todo no mesmo barco, que tal unirmos nossas forças para evitarmos um naufrágio ? É um desafio grupal que fortalece a integração, favorece o contato, promove a ajuda mutua, estimula a liderança compartilhada e a resolução de problemas cooperativamente. Com tantos atrativos é diversão garantida, experimente essa TRAVESSIA.

Propósito:

Levar o "navio" para o "porto seguro".

 

Número de Participantes:

A partir de 10 anos. Para grupo de até 40 pessoas dividas em 04 navios
(equipes iguais).

Recursos:

Um salão amplo com aproximadamente 10m x 10m e livre de obstáculos. Outro espaço equivalente também pode ser utilizado.

Uma cadeira para cada participante.

Descrição:

Divide-se o grupo em 04 equipes (navios) que formarão uma "Esquadra" e ficarão dispostas em 04 fileiras como um grande quadrado. Cada "tripulante" começará o jogo sentado em uma cadeira.

Esquema:

Cada "Navio" deverá chegar ao "Porto Seguro" que corresponde ao lugar que está o navio da sua frente. Porém , para isso deverá chegar com todas as suas cadeiras e com todos os participantes.

Nenhum tripulante poderá colocar qualquer parte do corpo no chão nem arrastar as cadeiras.

Quando todos os "navios" conseguirem alcançar o "porto seguro" , o desfio será vencido por toda a Esquadra.

Dicas:

Uma variação muito interessante do jogo é ao final, quando todos já estiverem alcançado o "porto seguro", é pedir que os tripulantes de toda a "esquadra" se coloquem em ordem alfabética. Respeitando as mesmas regras utilizadas na "Travessia".

Depois de todo esse trabalhão em equipe, que bom se déssemos um mergulho na cooperação. O que você acha? Peça que todos dêem as mãos e pulem juntos das cadeiras até o chão. Vai ser muito refrescante.

Para facilitar o desafio para grupos mais jovens ou, na falta de cadeiras, podemos substituir as mesmas, por folhas de jornal abertas e estendidas no chão .

No caso de um grupo menor podemos montar 3 navios ao invés de 4.

É muito interessante também se possível, utilizar músicas que falem do tema (ex.: Como uma onda no mar – Lulu Santos). Porque com certeza nada do que foi será , do jeito que já foi um dia...

José Ricardo Barcelos Grillo

PROJETO COOPERAÇÃO
COMUNIDADE DE SERVIÇOS
FONE: 13 – 3222-21-23
e-mail: procoop@iron.com.br

 

 

                   

TARTARUGA GIGANTE
Edição 3 de Outubro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 1
5

 Adaptado do jogo descrito por Terry Orlick no livro "The Cooperative Sports & Games Book – challenge without competition" (1978, Ed. Pantheon).

Crianças pequenas, até 7 anos, também têm vez nos Jogos Cooperativos. Este é um jogo simples, mas que as ajuda no exercício da cooperação.

Objetivo do Jogo:

Mover a tartaruga gigante em uma direção.

Propósito:

Brincar cooperativamente, compartilhando os valores da alegria pela brincadeira, da simplicidade, da parceria e da união para caminhar juntos.

Recursos:

Um tapete grande ou algo como uma folha de papelão, um colchão, um cobertor ou outro material apropriado.

Número de participantes:

Mínimo de 3, máximo de 8 por tapete.

Duração:

Crianças nessa faixa etária adoram repetir e repetir o jogo. Quando elas não quiserem mais continuar o jogo acabará por si só.

Descrição:

O grupo de crianças engatinham sob a "casca da tartaruga" e tentam fazer a tartaruga se mover em uma direção.

Dicas:

No começo as crianças podem se mover para diferentes direções e pode demandar algum tempo até que elas perceberem que têm que trabalhar juntas para a tartaruga se mover. Mas não desista. Repita outras vezes, em outros dias e, se necessário, faça um "ensaio" com elas sem estarem carregando a casca.

Um desafio maior pode ser ultrapassar "montanhas" (um banco) ou percorrer um caminho com obstáculos sem perder a casca.

Katia Maria Alves Barata

 

COOPERANDO
Instituto para a Cooperação
Fone: (11) 5077-1780
e-mail: cooperando@cooperando.com.br

 

                   

CESTA DE FRUTAS
Edição 4 de Novembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 1
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Criado por REGINA C. CHASSIM DRUMOND

Objetivo do Jogo:

Propiciar a integração dos participantes de um novo curso ou laboratório;

Estimular a cooperação, criatividade e descontração de todos.

Propósito:

Esta dinâmica tem o propósito de descontrair, desbloqueando e estimulando a criatividade das pessoas e do grupo, por gerar oportunidades para a flexibilidade e originalidade dos participantes, também busca a melhoria na comunicação entre os participantes e cria um ambiente lúdico e saudável.

Recursos:

Uma caixa, tiras de papel em número suficiente para os participantes, lápis ou caneta, sala ampla com cadeiras colocadas em semi-círculo.

Número de Participantes:

Máximo de 30 pessoas.

Duração:

Em geral, o tempo varia conforme o número de participantes, isto é, para um grupo de 30 pessoas, o tempo estimado é de 30 a 45 minutos, no máximo, para a 1a e 2a fases , mais 15 a 20 minutos para a representação final.

Etapa 1
 facilitador inicia o trabalho com uma atividade de dança circular ou outra similar.

Solicita para que todos se assentem, enquanto distribui as tiras de papel - uma para cada participante.

Pede para cada pessoa escrever na tira de papel o nome de uma fruta de sua preferência , e , ao terminar cada um deve colocar o papel escrito na caixa que se encontra no centro da sala.

Em seguida o facilitador recolhe todos os papéis , e faz a leitura, para verificar quais são as frutas da preferência do grupo , se há repetições , e, propõe as regras da dinâmica.

Etapa 2
Redistribuir os papéis com os nomes das frutas para cada participante.

A tarefa para os participantes agora é a seguinte:

Cada participante deve criar um gesto e um som para a sua fruta, procurando fazer gestos bem amplos, descontraídos inusuais e pouco comuns em seu dia a dia – para apresentar para todos do grupo.

O Facilitador diz:

a) Toda vez que eu apontar para uma pessoa, esta deverá ficar em pé, ir para o centro do círculo, dizendo o seu nome no mínimo 3 vezes, e ao chegar ao centro - fazer sua representação e trocar de lugar com um outro participante.

b) Ao fazer isto deve dizer uma tarefa para este colega executar, enquanto ele muda para um outro lugar.

c) Quando eu disser cesta , todos devem trocar de lugar , fazendo os sons de suas frutas, mas....sem pressa

d) Deve salientar que não há necessidade de se ter pressa nesta troca de lugares, respeitando o outro e apreciando o seu som.

e) Estimule os participantes a não repetir gestos ou sons

Etapa 3
Quando todos já tiverem realizado o exercício, o Facilitador, solicita que "as frutas" se reunam em grupos de 4 ou de 6 pessoas para criar o "Coral Fruto - Cooperação "

Este é um momento de criatividade e de descontração para todos e de grande alegria no grupo.

Para esta fase dar o tempo de 10 minutos, no máximo, para preparar o Coral e apresentar em 5 minutos.

Etapa 4
Ao final ler um texto ou poema sobre cooperação / comunicação refletindo sobre o exercício realizado.

Dicas:

Este exercício pode também ser usado como vitalizador durante as atividades, treinamentos, laboratórios, especialmente quando o grupo estiver cansado, ou sentado durante muito tempo.

Como variação pode-se solicitar que os participantes desenhem a fruta em lugar de escrever.

Também podemos usar outros estímulos tais como objetos que tenho na minha casa, instrumentos musicais, animais em lugar da cesta das frutas.

Caso isto ocorra, logicamente, muda-se o nome da dinâmica para Objetos falantes, Sonorizando , Zoo de idéias - são nomes que geralmente utilizo.

Pode ocorrer de se ter algumas frutas repetidas.

Quando isto acontecer, o facilitador deve ficar atento para colocar no final do exercício estas pessoas juntas, para fazerem a coreografia desta fruta comum, cada um utilizando-se de sons e gestos bem diferentes.

Um participante poderá ir várias vezes ao centro, quando trocar de lugar.

Incentive os participantes para não repetir gestos e sons.

Regina C. Chassim Drumond

Consultoria e Treinamento em
Qualidade, RH e Criatividade
Fone : (0XX 31) - 3226 - 66 25

e-mail:reginadrumond@uol.com.br

 

         

ENCRACHANDO 
Edição 4 de Novembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 11

Jogo criado por Andréa Loureiro Tedesco

Objetivo do Jogo:

Reconhecer e aprender as letras do alfabeto, promover a confiança e o contato com o outro, trabalhar o ritmo e as diversas formas de expressão.

Propósito

Auxiliar de forma descontraída e divertida o aprendizado da criança na etapa da alfabetização, incentivando desde de cedo a prática da Cooperação. 

Recursos:

Cartolinas, tesouras, colas, canetinhas hidrocor, barbantes, revistas velhas, aparelho de som e cds com músicas alegres.

Duração:

30 a 45 minutos

Descrição:

1ª Etapa – Confeccionar os crachás :

Fazer com que as crianças recortem as cartolinas em retângulos de 12X12 , façam 2 furos na parte superior e passem a tira de barbante nestes furos.Com os crachás prontos, as crianças deverão escrever seus nomes neles ( caso não saibam , o facilitador irá ajudar) .

2ª Etapa - Percebendo as letras:

Em seguida é colocada uma música bem alegre e todos deverão dançar até a interrupção desta, quando ela parar, as crianças formarão duplas . Neste momento a orientação do facilitador será fundamental, pois ele irá possibilitar a seus alunos perceberem nos crachás os seguintes itens:

a- Quais são as letras do seu nome;

b- Existem letras iguais a sua no crachá do amigo;

c- Quantas letras existem no seu nome e no nome do amigo.

Enfim, explorar ao máximo este material .

Faça a música tocar e parar por diversas vezes, assim as crianças poderão trocar de duplas e repetir a tarefa, sempre dançando para fazer a troca .

3ª Etapa - Comunicação e Integração

Formar um círculo com as crianças sentadas no chão e disponibilizar revistas velhas, colas e tesouras. Todo este material será colocado no centro da roda . Peça que os alunos procurem nas revistas fotos ou figuras de animais, ao acharem deverão recortar e colar no crachá ( lado oposto do nome ).

Estas figuras não poderão ser mostradas a ninguém, apenas ao amigo que estiver sentado a sua direita na roda. Ao toque do facilitador, cada amigo da direita irá fazer uma mímica deste animal para que os demais descubram .

4ª Etapa – Relacionamento Interpessoal e Fechamento

Cada criança deverá escrever ou desenhar, ainda no crachá, um desejo que possa ser realizado naquele momento e ali naquele local (Ex: quero um abraço, quero um beijo, me faça massagem, etc... ) Então a música irá tocar novamente e, quando a ela parar, os participantes formarão duplas e cada integrante da dupla realizará o desejo do outro .

Dicas:

- Esse jogo pode ser utilizado no primeiro dia de aula como integração de uma classe, ou na volta das férias de Julho de uma sala de pré-escola, por exemplo.

- Para alunos que já sabem ler, aumente o grau de desafio, pedindo que busquem animais que comecem com a primeira letra do nome ou que rimem com o nome.

- As crianças podem construir uma estória com os animais que surgiram nas figuras, e até encenar uma peça teatral.

Andrea Loureiro Tedesco

PROJETO COOPERAÇÃO
COMUNIDADE DE SERVIÇOS
FONE: 13 – 3222-21-23
e-mail: procoop@iron.com.br

 

              

VAI E VEM
Edição 5 de Dezembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 12


Re-creação criada por Darcy Moraes G. de Oliveira e Agnailde da Silva Pereira, a partir do movimento rítmico sugerido pelo brinquedo Vai e Vem.

Objetivo do Jogo:

Adequar o movimento proposto pelo brinquedo a cadência rítmica-melódica da música, apresentada.

Propósito: 

Neste jogo os participantes vivenciam o ajuste do ritmo individual ao coletivo, criando coreografias que vão se complementando.

Respeito e Paciência com o tempo e execução do movimento do outro.

Adaptabilidade do ritmo individual ao coletivo.

Alegria na realização do Jogo-dança e na construção do brinquedo que estimula e auxilia na superação de limites.

Recursos: 

Espaço amplo ( vazio ), onde os grupos possam brincar com o Vai e Vem e também formar um grande círculo para dançar.

Garrafas PET

Argolas coloridas

Corda de nylon

Fita durex colorida

Número de Participantes: 

O número de participantes pode variar de 8 a 40, dependendo do espaço físico.

Duração: 

Serão necessários 20 minutos para a confecção do brinquedo e 30 minutos para a dinâmica.

Descrição: 

Dinâmica para formação de duplas:

1.Cartões com palavras em pares:

Os cartões são espalhados pelo chão, bem separados um do outro e com a palavra escrita virada para baixo.

Ao som da música apresentada o grupo caminha por entre os cartões observando a melodia e o movimento rítmico sugerido pela mesma.

Ao sinal combinado, cada um pega o cartão que está mais próximo de si, continua caminhando e mostrando a palavra para o grupo, para que os pares se formem juntando-se as duplas que tiverem cartões com palavras iguais.

2.Construção e decoração do brinquedo – Vai e Vem

Cortar as garrafas aproximadamente 17cm a partir do gargalo.

Unir as duas partes do gargalo encaixando-as uma por dentro da outra

Passar as duas cordas de nylon pelos gargalos

Amarrar em cada extremidade das cordas de nylon uma argola plástica

Decorar com fita durex colorida

3. Experimentando o Brinquedo

Cada dupla brinca, descobrindo diferentes possibilidades de movimentar o brinquedo.

4. Jogando em grupo

Após algum tempo de exploração do brinquedo, ao sinal combinado, os grupos vão se juntando até que se forme 3, 4 ou 5 grupos.

5. Criando coreografia

O focalizador determina um tempo para que cada grupo crie uma coreografia para ser apresentada.

6. Coreografia Coletiva

Cada grupo, após sua apresentação, escolhe um dos movimentos de sua coreografia para compor a coreografia coletiva – todo o grupo dança.

7. Roda de reflexão e avaliação do processo.

Dicas: 

Estimular o grupo a utilizar diversos materiais na construção do brinquedo.

Este jogo pode ser construído por crianças a partir de 6 anos, desde que as garrafas já estejam cortadas.

O tempo de exploração do brinquedo e da realização do Jogo-dança, dependerá da motivação do grupo.

A música pode estar permeando a atividade desde o início, para que a mesma vá sendo aos poucos internalizada.

Darcy Moraes G. de Oliveira e

Agnailde da Silva Pereira

Fone: (0xx21) 25529723 ou 25711635

e-mail: darcymoraes@hotmail.com

              

LIMPAR O LAGO
Edição 6 de Janeiro de 2002 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 11

Criado por Carlos Velázquez Callado

Objetivo do Jogo:

Limpar um lago contaminado pelos detritos que o ser humano despeja nele.

Propósito:

Comunicação para encontrar uma estratégia coletiva orientada para a solução de um problema.                                                                                   Compreensão dos problemas do meio ambiente e sua inter-relação com a nossa vida.                                                                                                  Respeito com as decisões dos outros.                                                         Paciência para aceitar os erros e limitações pessoais dos companheiros.       Trabalho em equipe para superar um desafio comum.

Recursos:

Bolas. Aproximadamente uma para cada três jogadores. Material descartável variado: garrafas de plástico, latas, potes de tetra-brik, etc...                                      Fita adesiva para delimitar o espaço do lago.

Número de Participantes:

Mínimo de 16 e máximo de 100.

Duração:

Podemos estabelecer um limite de tempo para determinar se o grupo cumpriu ou não seu objetivo, ou podemos dizer que o jogo termina quando o grupo consiga limpar o lago. Em qualquer caso, o jogo não deveria durar mais de 30 minutos, incluindo a reflexão e a finalização da atividade.

Descrição:
Com a fita adesiva, demarca-se um círculo no chão, cujo diâmetro dependerá do número de participantes, sua faixa etária e suas capacidades e habilidades. Dentro do círculo se colocam diferentes materiais descartáveis: latas, bacias de plástico, potes de iogurte, etc. Os participantes situam-se no exterior do círculo.                 O focalizador do jogo reparte as bolas disponíveis e explica ao grupo que se encontra em volta do lago que o mesmo foi contaminado pelo detritos que o ser humano jogou em seu interior. A contaminação está colocando em perigo a vida dos peixes, por isso o objetivo do grupo é limpar o lago no menor tempo possível. O problema é que não é possível entrar no lago, por isso a limpeza se fará arremessando as bolas contra os objetivos que flutuam no lago para tratar de leva-los até a margem.                      O jogo termina quando o grupo terminar de limpar o lago.

Dicas:

É interessante refletir sobre quais estratégias o grupo utilizou para chegar ao seu objetivo, que problemas surgiram e como foram solucionados, etc. Podemos falar também da contaminação do meio ambiente e a conseqüências para o ser humano e para a vida animal e vegetal.                                                                    Aumenta-se o desafio e a cooperação introduzindo a regra de que só é possível lançar contra os objetivos de lago uma bola que nos tenha sido passada por outro participante. Não se permite, portanto, lançar uma bola recolhida do chão.

Podemos aumentar ainda mais o desafio, e também a diversão, se os participantes jogarem em pares, unidos pelas mãos.

Carlos Velázquez Callado

e-mail: cvelazqu@roble.pntic.mec.es

 

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