Número
de Participantes:
Fazer o maior
número possível de pontos em um determinado tempo através da conversão
de cestas O jogos aqui
está estruturado para 30 pessoas, mas quanto mais pessoas, mais divertido.
Duração:
Entre a
explicação e a realização do jogo, cerca de 25 minutos. O momento da
reflexão fica atrelada ao público e ao propósito do jogo. Pode ser desde
um comentário de 10 minutos até uma discussão de 30 minutos sobre
questões como trabalho em grupo, estratégias, lideranças, cooperação,
etc.
Descrição:
Demarcar um
quadrado de cerca de 7x7m onde as cestas serão distribuídas. As cestas
corresponderão a pontos de acordo com o grau de dificuldade de acerto (por
exemplo cestas mais difíceis de se acertar valem 200 pontos, 50 para as
intermediárias e 10pontos para as fáceis).
Na
parte interna das linhas não é permitido entrar para fazer cestas nem para
recolher as bolas.
Os
participantes, dividem-se em arremessadores, de um lado, e recolhedores de
bolas, do outro. Iniciado o jogo, os arremessadores lançam as bolas em
direção às cestas, enquanto os recolhedores apanham as bolas que não
entraram nas cestas e as devolvem aos arremessadores. Recolhedores n ão
podem fazer cesta. Ao final do tempo de jogo são contados os pontos
marcados pelo grupo.
O tempo de
jogo é de 1 minuto, podendo ser jogado em 2 tempos, ou quantos mais
interessar ao focalizador e aos jogadores. No intervalo dos tempos pode
haver troca de funções entre arremessadores e recolhedores.
Dicas:
Este jogo é
bem divertido e motiva bastante de crianças a maior-idade. Pode estar
presente em uma aula de Educação Física, treinamento de gestão de
pessoas ou festa de aniversário.
O tempo,
espaço, número e tipo de bolas, os pontos, objetivo específico, número
de participantes podem variar de acordo com o público do jogo.
O focalizador
pode deixar os jogadores organizarem-se e aproveitar isto como forma de
reflexão sobre como o grupo está se relacionando. Este jogo pode ser usado
como introdução à discussão sobre trabalho em grupo, assim como pode ser
usado para aprofundar e aprimorar o relacionamento das pessoas.
O focalizador
deve estar atento às manifestações dos participantes para poder
encaminhar as discussões e aproveitar os acontecimentos como ganchos de
reflexão.
O objetivo é
melhorar a pontuação a cada tempo de jogo. Caso isto não aconteça, o
focalizador deve ter o cuidado de auxiliar o grupo a entender a razão da
queda no desempenho procurando motivar os participantes a reorganizarem-se
para uma próxima tentativa. Ao invés de desmotivar, esse resultado pode
ser rico para uma reflexão.
Que tal
tentarmos acertar umas cestas? Lá vai a primeira bola...
Viva!!!
acertamos! 50 pontos!
Patrícia
Maria Pedote
COOPERANDO
Instituto para a Cooperação
Fone: (11) 5077-1780
e-mail: cooperando@cooperando.com.br
AMIGOS
DE JÓ
Edição 1 de
Agosto de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 12
criado por Patrícia
Maria Pedote
e Kátia M. Alves Barata
(para o I Festival de Jogos Cooperativos - 1999)
Objetivo
do Jogo:
Cantando a música
"Amigos de Jó", todo o grupo tem que deslocar-se na cadência e
realizar os movimentos propostos formando uma espécie de balé brincalhão.
Propósito:
O propósito é fazer
do jogo-dança um momento de união do grupo e proporcionar um espaço de
adequação do ritmo grupal. Podem ser trabalhados Valores Humanos como:
 |
Alegria e
Entusiasmo pela
brincadeira do grupo (diversão entre erros e acertos); |
 |
Harmonia
na busca do ritmo grupal; |
 |
Parceria e Respeito
para caminhar junto
com o outro. |
Recursos:
espaço físico
mínimo de 35 m2
círculos no chão (bambolês,
círculos desenhados de giz ou barbantes) em número igual ao de
participantes dispostos em um grande círculo.
Número
de Participantes:
Pode ser jogado com um
mínimo de 16 pessoas até quantos o espaço permitir.
Duração:
Grupos pequenos jogam
em cerca de 15 minutos; grupos maiores precisam de mais tempo para
administrar a adequação rítmica.
Descrição:
Cada participante
ocupa um bambolê ou círculo desenhado no chão.
A música tradicional
dos "Escravos de Jó" é cantada com algumas modificações:
"aMigos de Jó
joGavam caxanGá. Tira, Põe,
Deixa Ficar, fesTeiros com fesTeiros
fazem Zigue, Zigue, Zá (2x)"
O grupo vai fazendo
uma coreografia ao mesmo tempo em que canta a música. A cadência das
passadas é marcada pelas letras maiúsculas na música.
"aMigos de Jó
joGavam caxanGá." : são
4 passos simples em que cada um vai pulando nos círculos que estão à sua
frente.
"Tira":
pula-se para o lado de fora do círculo
" Põe":
volta-se para o círculo
"Deixa
Ficar": permanece no
círculo, agitando os braços erguidos "fesTeiros com
fesTeiros": 2 passos para frente nos círculos "fazem Zigue,
Zigue, Zá" : começando com o primeiro passo à frente, o segundo
voltando e o terceiro novamente para frente.
Quando o grupo já
estiver sincronizando o seu ritmo, o(a) focalizador(a) pode propor que os
participantes joguem em pares. Neste caso, o número de círculos no chão
deve ser igual à metade do número de participantes, as pessoas ocupam um
círculo e ficam uma ao lado da outra com uma das mãos dadas. Além disso,
quando o grupo cantar "Tira..." o par pula para fora do círculo,
um para cada lado e sem soltar as mãos.
E por que não propor
que se jogue em trios e quartetos??
Dicas:
Este jogo-dança é
uma gostosa brincadeira que exige uma certa concentração do grupo para
perceber qual é o ritmo a ser adotado. É prudente começar mais devagar e
se o grupo for respondendo bem ao desafio, sugerir o aumento da velocidade.
O respeito ao parceiro
do lado e a atenção para não machucar os pés alheios são toques
interessantes que a pessoa que focaliza o jogo pode dar.
Quando o grupo não
está conseguindo estabelecer um ritmo grupal, o(a) focalizador(a) pode
oferecer espaço para que as pessoas percebam onde está a dificuldade e
proponham soluções. Da mesma forma, quando o desafio já tenha sido
superado e o grupo queira continuar jogando, há espaço para criar novas
formas de deslocamento e também há abertura para outras coreografias nesta
ou em outras cantigas do domínio popular.
Vale dizer que o
pessoal ri muito, que é um jogo legal para descontrair, para festinhas de
criança e festonas de adultos, aulas na escola, treinamentos de gestão de
pessoas buscando o ritmo de trabalho do grupo. O jogo pode acompanhar
reflexão sobre temas de interesse específico ou simplesmente ser jogado
pelo prazer de jogar-dançar.
Patrícia Maria Pedote e
Kátia Maria Alves Barata
COOPERANDO
Instituto para a Cooperação
Fone: (11) 5077-1780
e-mail: cooperando@cooperando.com.br
DOMINÓ
TODOS NÓS
Adaptado de
jogo descrito por Jim Decove em seu livro Coop Games Manual (Ed. Family
Pastimes, 1980)
Objetivo
do Jogo:
Todos os
jogadores são um time tentando fazer com que o menor número de peças não
jogadas reste ao final do jogo.
Propósito:
O propósito
é desenvolver a noção da influência das ações individuais no todo. Os
jogadores terão que pensar bem para fazer jogadas que ajudem o jogador
seguinte, visando o objetivo comum do jogo.
Alguns
Valores Humanos podem ser trabalhados:
Recursos:
música:
Kitaro – Mandala.
Kits de
pintura facial para crianças, um para cada 2 participantes.
1 espelho por
participante.
Lenços
umedecidos para limpeza do rosto.
Número
de Participantes:
de 8 a 30
Duração:
30 minutos,
com processamento.
Descrição:
Sentar os
participantes em círculo, cada um com um espelho e o material de pintura à
mão.
Este é um
jogo de comunicação não verbal, portanto vamos manter silêncio, certo?
Sentem-se
confortavelmente com as costas eretas e respirem profundamente por três
vezes.
A cada vez
que você respira, você vai ficando mais calmo, tranqüilo e relaxado.
Sinta a sua
respiração e se sintonize com ela.
————
30 s —————
Agora,
imagine uma tela em branco na sua cabeça.
Nesta tela,
vai passar uma reportagem. Esta reportagem vai ser sobre a maior felicidade
que você já teve na vida. Lembre-se desse fato, e o veja passar como um
filme na tela em sua cabeça.
————
30 s —————
Agora,
conforme o filme estiver passando, veja a sua própria face na tela.... Veja
o que você expressa, como seus olhos irradiam felicidade, amor e paz. Veja
o seu sorriso, a sua testa, seu queixo, suas bochechas. E veja que na sua
face existe o melhor que você pode dar para o outro....
————30
s —————
Agora que você
viu como a sua cara pode irradiar o que você tem de melhor para dar, você
vai imaginar como seria pintar este melhor na sua cara. E quando estiver
pronto, você vai abrir os olhos, levantar, e em silêncio fazer essa
pintura na sua cara. Lembre-se de ficar em silêncio, concentre-se em si
mesmo.
——— 5
min ————————
Agora, ainda
em silencio, vamos deixar os espelhos e pinturas de lado, e vamos andar,
mostrando nossa pintura e observando a dos outros.
————1
min ——————
Agora,
escolha um par e em silêncio sentem-se uns em frente aos outros.
Olhe para a
cara do seu par. O que ela pode lhe contar sobre ele? Como ele expressa essa
felicidade? Ele expressa expansivamente? Ou timidamente? Ele mostra tudo, ou
tenta esconder alguma coisa? Essa felicidade é pacífica ou agressiva?
——— 30
s ———————
Agora, olhe
nos olhos de seu parceiro. O que mais esses olhos mostram, que a pintura
não pode mostrar? Veja o diamante que está dentro desses olhos... O que
você pode tirar de bom daí? Veja a alma maravilhosa que está na sua
frente... E, conforme você perceba o que pode ser acrescentado na pintura
para ficar melhor ainda, passe a completar a pintura na cara do seu
parceiro. Vocês têm 5 minutos pra isso, podem fazer alternadamente, em 2,5
minutos cada um, ou os dois ao mesmo tempo, como preferirem. O importante é
manter o silêncio...
——— 2,5
minutos —————
Já passou
metade do tempo, se forem trocar, troquem agora
——— 2,5
minutos —————
Agora larguem
as pinturas, peguem os espelhos e vejam como ficou a cara de cada um de
vocês....
Vocês podem
escolher limpar o rosto com os lenços umedecidos, ou ficar pintados mesmo,
se tiverem gostado muito. Se forem limpar, limpem agora...
———1
minuto ——————
Agora, vocês
tem 5 minutos para compartilhar com o seu parceiro o que sentiram
————2,5
minutos —————
Já passou
metade do tempo, se apenas um falou, troquem agora
————2
minutos —————
Agora, vamos
nos sentar em círculo e compartilhar no grupo grande...
Dicas:
É importante
que os participantes tenham tempo para colocar tudo o que quiserem na
pintura. Tanto na primeira quando na segunda fase, dê um tempinho mesmo que
todos tenham terminado – alguém pode pintar mais alguma coisa.
Se o grupo
não se sensibilizar o suficiente para viver a experiência em profundidade,
explore a questão dos nossos mecanismos de defesa na partilha.
Paula Falcão
é consultora
empresarial e educacional e professora do curso de pós-graduação em Jogos
Cooperativos da UNIMONTE. Utiliza metodologias de enfoque sistêmico no
desenvolvimento do ser humano: jogos cooperativos, pensamento lateral,
meditação,
astrologia e sinergética.
TRAVESSIA
Edição
3 de Outubro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 14
Propósito:
Como a vida é um mar de rosas, margaridas, violetas e
outras mais e se, estamos todo no mesmo barco, que tal unirmos nossas
forças para evitarmos um naufrágio ? É um desafio grupal que fortalece a
integração, favorece o contato, promove a ajuda mutua, estimula a
liderança compartilhada e a resolução de problemas cooperativamente. Com
tantos atrativos é diversão garantida, experimente essa TRAVESSIA.
Propósito:
Levar o "navio" para o "porto
seguro".
Número de Participantes:
A partir de 10 anos.
Para grupo de até 40 pessoas dividas em 04 navios
(equipes iguais).
Recursos:
Um salão amplo com aproximadamente 10m x 10m e livre de
obstáculos. Outro espaço equivalente também pode ser utilizado.
Uma cadeira para cada participante.
Descrição:
Divide-se o grupo em 04 equipes (navios) que formarão
uma "Esquadra" e ficarão dispostas em 04 fileiras como um grande
quadrado. Cada "tripulante" começará o jogo sentado em uma
cadeira.
Esquema:

Cada "Navio" deverá chegar ao "Porto
Seguro" que corresponde ao lugar que está o navio da sua frente.
Porém , para isso deverá chegar com todas as suas cadeiras e com todos os
participantes.
Nenhum tripulante poderá colocar qualquer parte do corpo
no chão nem arrastar as cadeiras.
Quando todos os "navios" conseguirem alcançar
o "porto seguro" , o desfio será vencido por toda a Esquadra.
Dicas:
Uma variação muito interessante do jogo é ao final,
quando todos já estiverem alcançado o "porto seguro", é pedir
que os tripulantes de toda a "esquadra" se coloquem em ordem
alfabética. Respeitando as mesmas regras utilizadas na
"Travessia".
Depois de todo esse trabalhão em equipe, que bom se
déssemos um mergulho na cooperação. O que você acha? Peça que todos
dêem as mãos e pulem juntos das cadeiras até o chão. Vai ser muito
refrescante.
Para facilitar o desafio para grupos mais jovens ou, na
falta de cadeiras, podemos substituir as mesmas, por folhas de jornal
abertas e estendidas no chão .
No caso de um grupo menor podemos montar 3 navios ao
invés de 4.
É muito interessante também se possível, utilizar
músicas que falem do tema (ex.: Como uma onda no mar – Lulu Santos).
Porque com certeza nada do que foi será , do jeito que já foi um dia...
José Ricardo Barcelos Grillo

PROJETO
COOPERAÇÃO
COMUNIDADE DE SERVIÇOS
FONE: 13 – 3222-21-23
e-mail: procoop@iron.com.br
TARTARUGA GIGANTE
Edição
3 de Outubro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 15
Adaptado do
jogo descrito por Terry Orlick no livro "The Cooperative Sports &
Games Book – challenge without competition" (1978, Ed. Pantheon).
Crianças pequenas, até 7
anos, também têm vez nos Jogos Cooperativos. Este é um jogo simples,
mas que as ajuda no exercício da cooperação.
Objetivo
do Jogo:
Mover a
tartaruga gigante em uma direção.
Propósito:
Brincar
cooperativamente, compartilhando os valores da alegria pela brincadeira, da
simplicidade, da parceria e da união para caminhar juntos.
Recursos:
Um tapete
grande ou algo como uma folha de papelão, um colchão, um cobertor ou outro
material apropriado.
Número
de participantes:
Mínimo de 3,
máximo de 8 por tapete.
Duração:
Crianças
nessa faixa etária adoram repetir e repetir o jogo. Quando elas não
quiserem mais continuar o jogo acabará por si só.
Descrição:
O grupo de
crianças engatinham sob a "casca da tartaruga" e tentam fazer a
tartaruga se mover em uma direção.
Dicas:
No começo as
crianças podem se mover para diferentes direções e pode demandar algum
tempo até que elas perceberem que têm que trabalhar juntas para a
tartaruga se mover. Mas não desista. Repita outras vezes, em outros dias e,
se necessário, faça um "ensaio" com elas sem estarem carregando
a casca.
Um desafio
maior pode ser ultrapassar "montanhas" (um banco) ou percorrer um
caminho com obstáculos sem perder a casca.
Katia Maria Alves Barata
COOPERANDO
Instituto para a Cooperação
Fone: (11) 5077-1780
e-mail: cooperando@cooperando.com.br
CESTA DE FRUTAS
Edição 4
de Novembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 11
Criado por
REGINA C. CHASSIM DRUMOND
Objetivo
do Jogo:
Propiciar a
integração dos participantes de um novo curso ou laboratório;
Estimular a
cooperação, criatividade e descontração de todos.
Propósito:
Esta
dinâmica tem o propósito de descontrair, desbloqueando e estimulando a
criatividade das pessoas e do grupo, por gerar oportunidades para a
flexibilidade e originalidade dos participantes, também busca a melhoria na
comunicação entre os participantes e cria um ambiente lúdico e saudável.
Recursos:
Uma caixa,
tiras de papel em número suficiente para os participantes, lápis ou
caneta, sala ampla com cadeiras colocadas em semi-círculo.
Número
de Participantes:
Máximo de 30
pessoas.
Duração:
Em geral, o
tempo varia conforme o número de participantes, isto é, para um grupo de
30 pessoas, o tempo estimado é de 30 a 45 minutos, no máximo, para a 1a e
2a fases , mais 15 a 20 minutos para a representação final.
Etapa 1
facilitador inicia o trabalho com uma atividade de dança circular
ou outra similar.
Solicita para
que todos se assentem, enquanto distribui as tiras de papel - uma para cada
participante.
Pede para
cada pessoa escrever na tira de papel o nome de uma fruta de sua
preferência , e , ao terminar cada um deve colocar o papel escrito na caixa
que se encontra no centro da sala.
Em seguida o
facilitador recolhe todos os papéis , e faz a leitura, para verificar quais
são as frutas da preferência do grupo , se há repetições , e, propõe
as regras da dinâmica.
Etapa 2
Redistribuir os papéis com os nomes das frutas para cada participante.
A tarefa para
os participantes agora é a seguinte:
Cada
participante deve criar um gesto e um som para a sua fruta, procurando fazer
gestos bem amplos, descontraídos inusuais e pouco comuns em seu dia a dia
– para apresentar para todos do grupo.
O Facilitador
diz:
a) Toda vez
que eu apontar para uma pessoa, esta deverá ficar em pé, ir para o centro
do círculo, dizendo o seu nome no mínimo 3 vezes, e ao chegar ao centro -
fazer sua representação e trocar de lugar com um outro participante.
b) Ao fazer
isto deve dizer uma tarefa para este colega executar, enquanto ele muda para
um outro lugar.
c) Quando eu
disser cesta , todos devem trocar de lugar , fazendo os sons de suas frutas,
mas....sem pressa
d) Deve
salientar que não há necessidade de se ter pressa nesta troca de lugares,
respeitando o outro e apreciando o seu som.
e) Estimule
os participantes a não repetir gestos ou sons
Etapa 3
Quando todos já tiverem realizado o exercício, o Facilitador, solicita
que "as frutas" se reunam em grupos de 4 ou de 6 pessoas para
criar o "Coral Fruto - Cooperação "
Este é um
momento de criatividade e de descontração para todos e de grande alegria
no grupo.
Para esta
fase dar o tempo de 10 minutos, no máximo, para preparar o Coral e
apresentar em 5 minutos.
Etapa 4
Ao final ler um texto ou poema sobre cooperação / comunicação refletindo
sobre o exercício realizado.
Dicas:
Este
exercício pode também ser usado como vitalizador durante as atividades,
treinamentos, laboratórios, especialmente quando o grupo estiver cansado,
ou sentado durante muito tempo.
Como
variação pode-se solicitar que os participantes desenhem a fruta em lugar
de escrever.
Também
podemos usar outros estímulos tais como objetos que tenho na minha casa,
instrumentos musicais, animais em lugar da cesta das frutas.
Caso isto
ocorra, logicamente, muda-se o nome da dinâmica para Objetos falantes,
Sonorizando , Zoo de idéias - são nomes que geralmente utilizo.
Pode ocorrer
de se ter algumas frutas repetidas.
Quando isto
acontecer, o facilitador deve ficar atento para colocar no final do
exercício estas pessoas juntas, para fazerem a coreografia desta fruta
comum, cada um utilizando-se de sons e gestos bem diferentes.
Um
participante poderá ir várias vezes ao centro, quando trocar de lugar.
Incentive os
participantes para não repetir gestos e sons.
Regina C. Chassim
Drumond
Consultoria e
Treinamento em
Qualidade, RH e Criatividade
Fone : (0XX 31) - 3226 - 66 25
e-mail:reginadrumond@uol.com.br
ENCRACHANDO
Edição
4 de Novembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 11
Jogo
criado por Andréa Loureiro Tedesco
Objetivo
do Jogo:
Reconhecer e
aprender as letras do alfabeto, promover a confiança e o contato com o
outro, trabalhar o ritmo e as diversas formas de expressão.
Propósito
Auxiliar de
forma descontraída e divertida o aprendizado da criança na etapa da
alfabetização, incentivando desde de cedo a prática da Cooperação.
Recursos:
Cartolinas,
tesouras, colas, canetinhas hidrocor, barbantes, revistas velhas, aparelho
de som e cds com músicas alegres.
Duração:
30 a 45
minutos
Descrição:
1ª Etapa –
Confeccionar os crachás :
Fazer com que
as crianças recortem as cartolinas em retângulos de 12X12 , façam 2 furos
na parte superior e passem a tira de barbante nestes furos.Com os crachás
prontos, as crianças deverão escrever seus nomes neles ( caso não saibam
, o facilitador irá ajudar) .
2ª Etapa - Percebendo
as letras:
Em seguida é
colocada uma música bem alegre e todos deverão dançar até a
interrupção desta, quando ela parar, as crianças formarão duplas . Neste
momento a orientação do facilitador será fundamental, pois ele irá
possibilitar a seus alunos perceberem nos crachás os seguintes itens:
a- Quais são
as letras do seu nome;
b- Existem
letras iguais a sua no crachá do amigo;
c- Quantas
letras existem no seu nome e no nome do amigo.
Enfim,
explorar ao máximo este material .
Faça a
música tocar e parar por diversas vezes, assim as crianças poderão trocar
de duplas e repetir a tarefa, sempre dançando para fazer a troca .
3ª Etapa - Comunicação
e Integração
Formar um
círculo com as crianças sentadas no chão e disponibilizar revistas
velhas, colas e tesouras. Todo este material será colocado no centro da
roda . Peça que os alunos procurem nas revistas fotos ou figuras de
animais, ao acharem deverão recortar e colar no crachá ( lado oposto do
nome ).
Estas figuras
não poderão ser mostradas a ninguém, apenas ao amigo que estiver sentado
a sua direita na roda. Ao toque do facilitador, cada amigo da direita irá
fazer uma mímica deste animal para que os demais descubram .
4ª Etapa –
Relacionamento Interpessoal e Fechamento
Cada criança
deverá escrever ou desenhar, ainda no crachá, um desejo que possa ser
realizado naquele momento e ali naquele local (Ex: quero um abraço, quero
um beijo, me faça massagem, etc... ) Então a música irá tocar novamente
e, quando a ela parar, os participantes formarão duplas e cada integrante
da dupla realizará o desejo do outro .
Dicas:
- Esse jogo
pode ser utilizado no primeiro dia de aula como integração de uma classe,
ou na volta das férias de Julho de uma sala de pré-escola, por exemplo.
- Para alunos
que já sabem ler, aumente o grau de desafio, pedindo que busquem animais
que comecem com a primeira letra do nome ou que rimem com o nome.
- As
crianças podem construir uma estória com os animais que surgiram nas
figuras, e até encenar uma peça teatral.
Andrea Loureiro
Tedesco
PROJETO
COOPERAÇÃO
COMUNIDADE DE SERVIÇOS
FONE: 13 – 3222-21-23
e-mail: procoop@iron.com.br
VAI E VEM
Edição
5
de Dezembro de 2001 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 12
Re-creação criada
por Darcy Moraes G. de Oliveira e Agnailde da Silva Pereira, a partir do
movimento rítmico sugerido pelo brinquedo Vai e Vem.
Objetivo
do Jogo:
Adequar o
movimento proposto pelo brinquedo a cadência rítmica-melódica da música,
apresentada.
Propósito:
Neste jogo os
participantes vivenciam o ajuste do ritmo individual ao coletivo, criando
coreografias que vão se complementando.
Respeito e
Paciência com o tempo e execução do movimento do outro.
Adaptabilidade
do ritmo individual ao coletivo.
Alegria na
realização do Jogo-dança e na construção do brinquedo que estimula e
auxilia na superação de limites.
Recursos:
Espaço amplo
( vazio ), onde os grupos possam brincar com o Vai e Vem e também formar um
grande círculo para dançar.
Garrafas PET
Argolas
coloridas
Corda de
nylon
Fita durex
colorida
Número
de Participantes:
O número de
participantes pode variar de 8 a 40, dependendo do espaço físico.
Duração:
Serão
necessários 20 minutos para a confecção do brinquedo e 30 minutos para a
dinâmica.
Descrição:
Dinâmica
para formação de duplas:
1.Cartões
com palavras em pares:
Os cartões
são espalhados pelo chão, bem separados um do outro e com a palavra
escrita virada para baixo.
Ao som da
música apresentada o grupo caminha por entre os cartões observando a
melodia e o movimento rítmico sugerido pela mesma.
Ao sinal
combinado, cada um pega o cartão que está mais próximo de si, continua
caminhando e mostrando a palavra para o grupo, para que os pares se formem
juntando-se as duplas que tiverem cartões com palavras iguais.
2.Construção
e decoração do brinquedo – Vai e Vem
Cortar as
garrafas aproximadamente 17cm a partir do gargalo.
Unir as duas
partes do gargalo encaixando-as uma por dentro da outra
Passar as
duas cordas de nylon pelos gargalos
Amarrar em
cada extremidade das cordas de nylon uma argola plástica
Decorar com
fita durex colorida
3.
Experimentando o Brinquedo
Cada dupla
brinca, descobrindo diferentes possibilidades de movimentar o brinquedo.
4. Jogando em
grupo
Após algum
tempo de exploração do brinquedo, ao sinal combinado, os grupos vão se
juntando até que se forme 3, 4 ou 5 grupos.
5. Criando
coreografia
O focalizador
determina um tempo para que cada grupo crie uma coreografia para ser
apresentada.
6.
Coreografia Coletiva
Cada grupo,
após sua apresentação, escolhe um dos movimentos de sua coreografia para
compor a coreografia coletiva – todo o grupo dança.
7. Roda de
reflexão e avaliação do processo.
Dicas:
Estimular o
grupo a utilizar diversos materiais na construção do brinquedo.
Este jogo
pode ser construído por crianças a partir de 6 anos, desde que as garrafas
já estejam cortadas.
O tempo de
exploração do brinquedo e da realização do Jogo-dança, dependerá da
motivação do grupo.
A música
pode estar permeando a atividade desde o início, para que a mesma vá sendo
aos poucos internalizada.
Darcy
Moraes G. de Oliveira e
Agnailde
da Silva Pereira
Fone:
(0xx21) 25529723 ou 25711635
e-mail:
darcymoraes@hotmail.com
LIMPAR O LAGO
Edição
6 de
Janeiro de
2002 da Revista Jogos Cooperativos, pág. 11Criado por
Carlos
Velázquez Callado
Objetivo
do Jogo:
Limpar um
lago contaminado pelos detritos que o ser humano despeja nele.
Propósito:
Comunicação
para encontrar uma estratégia
coletiva orientada para a solução de um
problema.
Compreensão dos problemas do meio ambiente e sua inter-relação com
a nossa
vida.
Respeito com as decisões dos
outros.
Paciência para aceitar os erros e limitações pessoais dos
companheiros. Trabalho em equipe para
superar um desafio comum.
Recursos:
Bolas.
Aproximadamente uma para cada três jogadores. Material descartável
variado: garrafas de plástico, latas, potes de tetra-brik,
etc...
Fita adesiva para delimitar o espaço do lago.
Número
de Participantes:
Mínimo de
16 e máximo de 100.
Duração:
Podemos
estabelecer um limite de tempo para determinar se o grupo cumpriu ou não
seu objetivo, ou podemos dizer que o jogo termina quando o grupo consiga
limpar o lago. Em qualquer caso, o jogo não deveria durar mais de 30
minutos, incluindo a reflexão e a finalização da atividade.
Descrição:
Com a fita
adesiva, demarca-se um círculo no chão, cujo diâmetro dependerá do
número de participantes, sua faixa etária e suas capacidades e
habilidades. Dentro do círculo se colocam diferentes materiais
descartáveis: latas, bacias de plástico, potes de iogurte, etc. Os
participantes situam-se no exterior do
círculo.
O focalizador do jogo reparte as bolas disponíveis e explica ao grupo que
se encontra em volta do lago que o mesmo foi contaminado pelo detritos que o
ser humano jogou em seu interior. A contaminação está colocando em perigo
a vida dos peixes, por isso o objetivo do grupo é limpar o lago no menor
tempo possível. O problema é que não é possível entrar no lago, por
isso a limpeza se fará arremessando as bolas contra os objetivos que
flutuam no lago para tratar de leva-los até a
margem.
O jogo termina quando o grupo terminar de limpar o lago.
Dicas:
É
interessante refletir sobre quais estratégias o grupo utilizou para
chegar ao seu objetivo, que problemas surgiram e como foram solucionados,
etc. Podemos falar também da contaminação do meio ambiente e a conseqüências
para o ser humano e para a vida animal e
vegetal.
Aumenta-se o desafio e a cooperação introduzindo a regra de que só é
possível lançar contra os objetivos de lago uma bola que nos tenha sido
passada por outro participante. Não se permite, portanto, lançar uma
bola recolhida do chão.
Podemos
aumentar ainda mais o desafio, e também a diversão, se os participantes
jogarem em pares, unidos pelas mãos.
Carlos
Velázquez Callado
e-mail:
cvelazqu@roble.pntic.mec.es